Conduta - Ativista
Excerpt
Ativista
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Dandara |
| Função | Ativista |
| Idade | 24 |
| Data de nascimento | 02/abr |
| Signo | Áries |
| Altura | 1,68 m |
| Aparência | Negra de pele retinta, cabelos pretos crespos e longos, corpo médio, turbante vermelho de tecido reaproveitado |
| Orientação sexual | Pansexual |
| Gênero | Feminino |
| Origem étnica | Preta (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Extrovertida, visionária, empática e organizada; puxa as pessoas antes de elas decidirem ir.
- Caráter: Não recua de briga que considera justa, mesmo perdendo tudo por ela.
- Virtude: Consegue transformar reclamação solta de corredor em pauta com hora e lugar.
- Defeito: Julga quem escolhe se calar; corta relação por divergência.
- Hobbie: Pinta com carvão nas paredes da Represa frases que amanhecem apagadas.
- Interesse: Instituir assembleia semanal com voto aberto nos três abrigos.
- Humor: Afiado e usado como arma; ri para desmontar autoridade.
- Vício: Não consegue deixar passar. Responde a tudo.
- Fobia: Acordar num abrigo onde ninguém mais reclama de nada.
- Aversão: Neutralidade. Chama isso de covardia com nome bonito.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Alto, articulado, repete a frase-chave três vezes até a sala inteira decorar.
- Vestimenta: Roupa de trabalho vermelha, botina, sempre pronta para sair correndo.
- Expressão corporal: Fica de pé quando todos sentam; usa as mãos para marcar o ritmo do que diz.
- Comportamento cotidiano: Organiza os turnos de água da Represa e briga com quem os desrespeita.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Sabe que a assembleia que ela quer pode rachar a trégua que mantém a água correndo.
- Lutas emocionais: Ama demais um abrigo que a trata como problema.
- Adversários: Cleide, que a quer calada, e Marlon, que ela acusa de agiotagem.
- Situações difíceis: Ser aplaudida na frente e denunciada por trás pelas mesmas pessoas.
- Inseguranças: Teme que só esteja repetindo palavra de ordem que aprendeu antes do colapso.
- Desafios físicos ou sociais: Tinha dezessete anos quando o mundo caiu; é sempre a mais nova na sala.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma. Respeita a de todo mundo em público.
- Espiritualidade: Acredita em ancestralidade e em dívida com quem veio antes.
- Crenças políticas: Democracia direta, sem líder vitalício, com prestação de contas.
- Filosofias: Quem não é contado na conta vira a conta.
6. História de Vida
- Tragédias: A mãe morreu de sede no ano 2 numa fila que a Represa fechou mais cedo. Ela estava na fila também, três pessoas atrás.
- Conquistas: Arrancou da Represa o turno de água das famílias com criança, que existe até hoje.
- Perdas: A mãe, dois amigos presos na cisterna e a ilusão de que basta ter razão.
- Aventuras: Ocupou a captação com onze pessoas desarmadas por dezesseis horas.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Adorada pelos de baixo e tratada como ameaça pelos de cima.
- Ambiente econômico: Sobrevive de mutirão; não aceita pagamento por organizar nada.
- Ambiente político: É o nome que a Represa cita quando quer justificar mais controle.
8. Saúde
- Saúde mental: Raiva bem canalizada e um cansaço que ela não admite.
- Saúde física: Forte e mal alimentada; desmaia de vez em quando e esconde.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem a quer calada (conflito): Militar (Cleide)
- Quem ela cobra pelo passado (conflito): Magnata (Marlon)
- Quem ela quer ao lado (desejo): Assistente Social (Rosângela)
- Quem a avisa das batidas (risco): Policial (Sandra)
10. Motivações
- Objetivo: Assembleia com voto aberto funcionando nos três abrigos.
- Desejo: Ver a Represa devolver a água que cobrou a mais durante o Inverno.
- Ambição: Que ninguém mais morra em fila por decisão de uma pessoa só.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Estava três lugares atrás da mãe quando fecharam o portão.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Antes do colapso, o Ativista era a fagulha de esperança em tempos sombrios. Um nome escrito em cartazes de protesto, uma voz amplificada por megafones, um corpo que enfrentava a repressão com coragem. Lutava contra desigualdades, injustiças, ganância corporativa e governos omissos. A queda da civilização, para muitos, foi um desastre. Para o Ativista, foi a consequência lógica de uma sociedade que ignorou os sinais por tempo demais.
Quando a praga se espalhou, e os portões dos abrigos foram trancados, o Ativista entrou com a consciência em alerta. Era um sobrevivente — sim —, mas também um observador atento das dinâmicas de poder. Não confiava cegamente em lideranças. Para ele, autoridade sempre precisou de questionamento, e mesmo num cenário de sobrevivência, essa filosofia não mudou. Carrega consigo um senso de justiça visceral, mas também um certo radicalismo que o torna imprevisível.
Se sua conduta for boa, o Ativista será um dos maiores aliados dos sobreviventes. Ele não teme apontar contradições, questionar decisões mal explicadas ou colocar suspeitos contra a parede. Sua postura ética o faz um orador confiável para uns, um incômodo para outros. É alguém que sabe usar as palavras com fervor, que chama a atenção para o que está oculto e faz discursos inflamados em nome da verdade. Pode ser intenso demais, mas não se curva ao silêncio — nem mesmo diante do medo.
Se sua conduta for má, no entanto, o Ativista torna-se uma ameaça ardilosa. Acreditando que o mundo anterior precisava ser destruído para dar lugar ao novo, ele pode ter se aliado aos infiltrados por convicção ideológica. Talvez ele veja os outros como cúmplices do sistema que colapsou. Nesse caso, seu fervor não desaparece — ele apenas se volta contra os próprios companheiros de abrigo. Passa a questionar os inocentes, a redirecionar a raiva coletiva para os alvos errados, e a manipular a esperança como arma. Tudo em nome de um “bem maior” que apenas ele compreende.
E se tiver conduta desconhecida, seu posicionamento vira um enigma. Os jogadores se perguntam: ele está tentando ajudar… ou apenas causar o colapso final do grupo com ideias envenenadas de utopiaSua paixão cega ou esclarecidaSeu senso de justiça é verdadeiro ou uma performance
O Ativista é emocional, reativo e ferozmente argumentativo. Ele dificilmente se silenciará — mesmo diante da iminência da morte. Em Conduta, seu papel é o de um catalisador: pode acender a tocha da revelação ou incendiar tudo ao redor. Cabe aos outros decidirem em qual dessas chamas confiar.