Conduta - Advogada

Excerpt

Advogada


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeSolange
FunçãoAdvogada
Idade48
Data de nascimento10/dez
SignoSagitário
Altura1,67 m
AparênciaNegra de pele escura, cabelos pretos trançados e médios, corpo médio, óculos de leitura na ponta do nariz
Orientação sexualHeterossexual
GêneroFeminino
Origem étnicaPreta (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Comunicativa, visionária, analítica e organizada; entra em qualquer discussão com a tese pronta.
  • Caráter: Defende quem não tem defesa, inclusive quem ela acha culpado.
  • Virtude: Constrói argumento que segura de pé mesmo contra quem tem a força.
  • Defeito: Controladora e impaciente; atropela quem raciocina devagar.
  • Hobbie: Redige, à mão, um código de convivência dos três abrigos que ninguém pediu.
  • Interesse: Anular as dívidas que Marlon acumulou sobre famílias inteiras.
  • Humor: Irônico e cortante, usado como ferramenta de audiência.
  • Vício: Precisa ganhar a discussão, mesmo a que não importa.
  • Fobia: Que se estabeleça o precedente de que a força decide sozinha.
  • Aversão: Acordo verbal. E gente que trata regra como detalhe.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Estruturada em tópicos, cita precedente, faz a pergunta que encurrala.
  • Vestimenta: Blazer vermelho do mundo antigo sobre roupa simples, sempre com pasta de papéis.
  • Expressão corporal: Fica de pé para falar mesmo em roda pequena; aponta com o dedo fechado.
  • Comportamento cotidiano: Media disputa de ração e de dívida; escreve o que ficou acordado e faz assinar.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: O código que ela escreve dá poder a quem já tem, e ela não consegue redigir de outro jeito.
  • Lutas emocionais: Acredita em lei num lugar que só respeita quem tem água ou arma.
  • Adversários: Marlon, dono das dívidas, e Cleide, que ignora todo acordo escrito.
  • Situações difíceis: Defender publicamente alguém que a comunidade já condenou.
  • Inseguranças: Teme que o código dela seja só um verniz para o mesmo poder de sempre.
  • Desafios físicos ou sociais: Não tem tribunal, nem força para executar nada do que decide.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Católica não praticante.
  • Espiritualidade: Acredita em contrato mais do que em promessa.
  • Crenças políticas: Quer separar quem julga de quem manda, e sabe o tamanho disso.
  • Filosofias: Regra escrita é a única defesa de quem não tem força.

6. História de Vida

  • Tragédias: Era defensora pública em 2039. No ano 1 assistiu a três linchamentos e conseguiu impedir apenas o primeiro.
  • Conquistas: O acordo escrito da água, que ela redigiu, é respeitado há quatro anos.
  • Perdas: O filho mais velho, que entrou para a milícia da Represa e não fala com ela.
  • Aventuras: Entrou sozinha numa roda de linchamento para ler em voz alta o acordo assinado pelos três abrigos.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Respeitada e evitada; ninguém quer testemunha que anota.
  • Ambiente econômico: Recebe pouco e cobra por escrito de quem pode pagar.
  • Ambiente político: Manuel a quer como sucessora e ela sabe exatamente por quê.

8. Saúde

  • Saúde mental: Combativa, insone, orgulho que a impede de pedir ajuda.
  • Saúde física: Boa saúde; visão em queda e dor crônica no punho de escrever.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

  • Quem lucra com as dívidas (conflito): Magnata (Marlon)
  • Quem ela quer no lugar de Manuel (desejo): Assistente Social (Rosângela)
  • Quem ignora todo acordo escrito (conflito): Militar (Cleide)
  • Quem a quer como sucessora (risco): Político (Manuel)

10. Motivações

  • Objetivo: Um código de convivência assinado pelos três abrigos.
  • Desejo: Que o filho a procure antes que um dos dois morra.
  • Ambição: Separar quem julga de quem manda.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Impediu um linchamento e assistiu a outros dois, e não aceita que a conta pare em dois.

Leitura

Texto placeholder

Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco.

Função: Advogada

Ela se chamava Valéria Nunes, mas poucos ousavam chamá-la pelo primeiro nome. “Doutora Valéria” era como preferia, não por vaidade, mas por imposição. Havia algo em seu tom de voz que transformava qualquer conversa em um interrogatório. Ela não gritava, não ameaçava, mas cada palavra sua era um fio de navalha: pontual, precisa, afiada.

Valéria não era funcionária da empresa no sentido tradicional. Sua presença ali era resultado de um acordo obscuro entre a alta diretoria e um escritório jurídico de reputação impecável — e, curiosamente, de moral questionável. Oficialmente, ela prestava assessoria legal às equipes internas. Na prática, era um misto de observadora, conselheira e fiscal silenciosa. Sabia demais, falava de menos.

A sua mesa nunca acumulava papéis. Seus arquivos estavam criptografados, seu telefone era pessoal e profissional ao mesmo tempo, e nunca recebia ligações que durassem mais de três minutos. Valéria era uma mulher que economizava tudo, menos inteligência. Seus olhos não buscavam informação; extraíam.

Diziam que já havia defendido criminosos em tribunais internacionais e que, com a mesma frieza, inocentou culpados e condenou inocentes. Mas ninguém conseguia provar. Porque se tem uma coisa que Valéria entendia melhor do que leis… era a natureza humana. E por isso mesmo, sua habilidade no jogo era devastadora.

Na lógica de Conduta, a Advogada tem conduta desconhecida. Ela pode atuar em benefício de qualquer lado — contanto que isso beneficie sua argumentação. Uma vez por jogo, durante a fase de votação, ela pode impedir que um jogador vote ou seja votado. Não precisa justificar, não precisa explicar. Apenas levanta a mão e declara: “Objeção.”

O silêncio que se segue costuma ser mortal.

Valéria não buscava justiça. Buscava coerência. Era movida por princípios próprios, e suas alianças mudavam de acordo com o que ela considerava lógico, eficiente, vantajoso. Isso a tornava imprevisível. E, portanto, perigosa.

Durante uma partida, era comum que ela mudasse o rumo das discussões com uma simples observação. “Engraçado… você diz estar preocupado, mas votou sem hesitar.” Era o suficiente para plantar a dúvida. E em Conduta, a dúvida era a semente do caos.

Mas o mais assustador sobre Valéria não era sua habilidade — era sua presença. Porque, mesmo calada, era como se todos estivessem sendo julgados. E talvez estivessem. No tribunal dela, não havia juízes. Apenas testemunhas… e réus ainda não declarados.