Conduta - Militar
Excerpt
Militar
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Cleide |
| Função | Militar |
| Idade | 51 |
| Data de nascimento | 14/jan |
| Signo | Capricórnio |
| Altura | 1,73 m |
| Aparência | Branca de pele clara, cabelos grisalhos lisos e raspados, corpo atlético, queimadura de sol permanente no rosto |
| Orientação sexual | Homossexual |
| Gênero | Feminino |
| Origem étnica | Branca (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Expansiva, prática, objetiva e disciplinada; dá ordem clara e não repete.
- Caráter: Honesta sobre o que pretende fazer, inclusive quando é brutal.
- Virtude: Sustenta a defesa da Represa com gente mal treinada e pouca munição.
- Defeito: Controladora a ponto de tratar civil como tropa indisciplinada.
- Hobbie: Corre o perímetro todo amanhecer, sozinha, sempre no mesmo horário.
- Interesse: Colocar a distribuição de água sob comando único, o dela.
- Humor: Ríspido e raro; quando ri, a tropa estranha.
- Vício: Inspeção. Confere o que já conferiu três vezes por noite.
- Fobia: Perder a captação para a Elite e virar a pessoa que entregou a água.
- Aversão: Assembleia. Chama de conversa mole com hora marcada.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Imperativa, curta, sem cumprimento; começa a frase pelo que precisa ser feito.
- Vestimenta: Farda completa mantida impecável, coturno lustrado, boina vermelha na cintura.
- Expressão corporal: Rígida, mãos para trás, não senta em reunião.
- Comportamento cotidiano: Comanda a guarda da Represa e a escala de acesso à captação.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Acredita que o único jeito de proteger a água é tomar o controle de tudo, e sabe onde isso termina.
- Lutas emocionais: Ama uma mulher que a acha perigosa, e concorda com ela.
- Adversários: Dandara, Sandra e metade da Represa. Ela sabe e não recua.
- Situações difíceis: Receber ordem civil que contradiz o que ela considera segurança.
- Inseguranças: Teme estar virando exatamente o oficial que ela desprezou em 2039.
- Desafios físicos ou sociais: Comanda gente que não é tropa e não pode punir como puniria.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma. Fez a formação inteira sem.
- Espiritualidade: Nenhuma. Acha conversa para depois da guerra.
- Crenças políticas: Acredita que crise pede comando único e prazo, e que o prazo pode ser longo.
- Filosofias: Quem não define a regra da força vai obedecer a regra de outro.
6. História de Vida
- Tragédias: Comandava um pelotão em 2039. Metade desertou e virou milícia com o armamento dela. Ela caçou os próprios homens durante dois anos.
- Conquistas: A captação nunca foi tomada desde que ela assumiu, e foi tentada quatro vezes.
- Perdas: O pelotão, a companheira no ano 4 e a certeza de estar do lado certo.
- Aventuras: Retomou a casa de bombas com seis pessoas contra vinte, à noite, sem um tiro.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Temida na Represa e detestada nos outros dois abrigos.
- Ambiente econômico: Melhor ração da Represa, por decisão dela mesma, o que ela admite.
- Ambiente político: É o caminho mais curto entre a Represa e o fascismo aberto, e ela sabe.
8. Saúde
- Saúde mental: Rígida, insone, controla o medo com rotina.
- Saúde física: Excelente para a idade; joelho e audição comprometidos.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem organiza contra ela (conflito): Ativista (Dandara)
- Quem ela ama e não alcança (desejo): Médico (Iracema)
- Quem se recusa a seguir a ordem (conflito): Policial (Sandra)
- Quem ela protege sem admitir (risco): Lutador Profissional (Damião)
10. Motivações
- Objetivo: Manter a captação fora do alcance da Elite, custe o que custar.
- Desejo: Que Iracema a olhe uma vez sem medo.
- Ambição: Comando único da água nos três abrigos.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Caçou os próprios homens por dois anos e não acredita mais que boa vontade segure ninguém.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Seu nome era Capitã Érica Lemos. Não exigia que a chamassem assim, mas era assim que todos a tratavam. Mesmo fora do quartel, mesmo nos corredores burocráticos da empresa, havia algo em sua postura que impunha respeito — não por intimidação, mas por clareza. Ela era o tipo de pessoa que falava pouco, ouvia muito e jamais hesitava. Uma presença que irradiava ordem em um ambiente feito de caos.
A história de como Érica passou a integrar a organização era um mistério. Oficialmente, estava ali para coordenar a segurança interna em um programa-piloto que visava implementar “disciplinas estratégicas de resposta a crises”. Extraoficialmente, todos sabiam que ela fazia parte de algo maior — talvez uma força de contenção, talvez uma forma de dissuasão velada contra possíveis sabotagens internas.
O que ninguém esperava era o quanto ela compreendia de dinâmica humana. Esperavam rigidez, mas ela oferecia estrutura. Esperavam brutalidade, mas ela trazia foco. Tinha um senso apurado de justiça e responsabilidade. Não se impressionava com poder, nem se curvava a cargos. Ela fazia o que precisava ser feito — e fazia bem.
Sua experiência como militar não se resumia a combate físico. Ela havia comandado tropas em zonas de instabilidade institucional, onde o verdadeiro desafio não era sobreviver, mas manter a sanidade e a confiança em meio à paranoia. Tinha treinado soldados para ler entrelinhas de relatórios, reconhecer microexpressões e reagir ao menor sinal de traição.
No ambiente de Conduta, Érica era um fantasma racional. Não tomava partido visível, mas sua presença bastava para mudar a direção de conversas. Alguns diziam que ela era boa demais para estar ali. Outros achavam que sua moralidade era uma farsa — uma armadura forjada por sobrevivência. Ela não esclarecia. Apenas observava, planejava, executava.
Sua habilidade, de conduta da ordem, manifesta-se em momentos decisivos. Uma única vez por partida, a Militar pode bloquear completamente a habilidade de outro jogador antes que ela se manifeste, como um contra-ataque tático. Para isso, precisa declarar sua intervenção durante a votação — é a forma que encontrou de aplicar o código de guerra em um campo onde balas são substituídas por decisões.
Ela não age por impulso, e jamais busca vingança. Mas quando se move, é porque calculou cada risco, cada desdobramento — e concluiu que, naquele instante, o silêncio não bastava.
Capitã Érica Lemos não está ali para mandar. Está para garantir que a missão — seja ela qual for — não seja corrompida pela covardia.