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Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Rosângela |
| Função | Assistente Social |
| Idade | 47 |
| Data de nascimento | 06/out |
| Signo | Libra |
| Altura | 1,63 m |
| Aparência | Parda de pele morena, cabelos castanhos cacheados e médios, corpo robusto, pasta de couro sempre debaixo do braço |
| Orientação sexual | Heterossexual |
| Gênero | Feminino |
| Origem étnica | Parda (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Comunicativa, intuitiva, acolhedora e organizada; entra em casa alheia sem parecer invasão.
- Caráter: Cumpre o que promete e cobra caro de quem não cumpre.
- Virtude: Enxerga a família que está prestes a desmoronar antes de qualquer sinal público.
- Defeito: Controladora com quem ajuda; decide o que é melhor sem perguntar.
- Hobbie: Faz lista. Tem caderno de tudo e de todos, com data de última visita.
- Interesse: Cadastrar todas as crianças e idosos dos três abrigos num registro único.
- Humor: Caloroso e um pouco professoral.
- Vício: Trabalha até apagar; não sabe descansar sem culpa.
- Fobia: Descobrir tarde demais uma casa que ela deixou de visitar.
- Aversão: Quem trata assistência como favor pessoal.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Direta e calorosa, chama pelo nome completo, pergunta duas vezes a mesma coisa.
- Vestimenta: Blusa laranja e calça de trabalho, sapato de andar muito.
- Expressão corporal: Senta perto, toca no braço, mantém o olhar até a resposta vir.
- Comportamento cotidiano: Visita casa por casa na Represa e leva o que consegue arrancar da Torre.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Registra tudo e sabe que o cadastro dela seria uma lista de alvos na mão errada.
- Lutas emocionais: Cuida de trezentas pessoas e não consegue cuidar da própria irmã.
- Adversários: Manuel, que quer o cadastro, e Kaique, que a acusa de dedurar.
- Situações difíceis: Escolher qual família recebe o único cobertor que sobrou.
- Inseguranças: Teme estar apenas administrando a miséria em vez de combatê-la.
- Desafios físicos ou sociais: Não tem autoridade formal nenhuma; tudo que consegue é por insistência.
5. Crenças e Valores
- Religião: Espírita, praticante discreta.
- Espiritualidade: Acredita que ninguém se salva sozinho.
- Crenças políticas: Quer conselho comunitário com poder real sobre a distribuição.
- Filosofias: Fome não é falta de comida, é falta de organização.
6. História de Vida
- Tragédias: Trabalhava no CRAS em 2039. Ficou responsável por decidir a ordem de evacuação de um bairro inteiro e ainda hoje não sabe se acertou.
- Conquistas: Nenhuma criança dos três abrigos ficou sem registro de nascimento desde o ano 4.
- Perdas: O marido no Inverno e a irmã, que está viva e não fala com ela.
- Aventuras: Tirou onze pessoas de um prédio em risco negociando a saída com quem as mantinha lá.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Bem-vinda em toda casa e temida por quem tem o que esconder.
- Ambiente econômico: Recebe pela Torre e distribui a maior parte.
- Ambiente político: Peça-chave para quem quiser saber quem é quem na Represa.
8. Saúde
- Saúde mental: Esgotamento crônico com culpa acoplada.
- Saúde física: Pressão alta, pés destruídos de caminhar.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem quer o cadastro dela (conflito): Político (Manuel)
- Quem ela quer ao lado (desejo): Ativista (Dandara)
- Quem a acusa de dedurar (conflito): Traficante (Kaique)
- Quem cobre as falhas dela (risco): Modelo (Victor)
10. Motivações
- Objetivo: Um cadastro único que garanta ração para criança e idoso nos três abrigos.
- Desejo: Que a irmã atenda quando ela bater na porta.
- Ambição: Conselho comunitário com poder real sobre a distribuição.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Decidiu uma ordem de evacuação em 2039 e nunca soube o preço daquela lista.
Leitura
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Assistente Social
Conceito
Num mundo que ruiu sob o peso da indiferença e do egoísmo, a Assistente Social é o eco insistente da empatia. Entre paredes marcadas pelo medo e olhos que não confiam em mais ninguém, ela ainda acredita que ouvir é tão importante quanto agir. É uma das últimas pessoas que tenta entender antes de julgar — uma raridade que, neste novo mundo, pode ser tanto virtude quanto fraqueza.
Antes do colapso, sua rotina era um campo de batalha invisível. Enfrentava a desigualdade, a negligência institucional, o desamparo infantil, as violências caladas. Trabalhou em centros comunitários, hospitais, abrigos — viu o melhor e o pior do ser humano. Por isso, quando a sociedade caiu, ela não se chocou. Já conhecia suas rachaduras há muito tempo. A diferença é que, agora, ninguém mais finge que elas não existem.
No abrigo, a Assistente Social é um dos poucos pilares emocionais que restam. Pessoas perturbadas, instáveis ou desesperadas buscam nela alguma forma de acolhimento. Ela escuta, conforta, dá sentido à dor alheia — mesmo quando a sua própria dor grita em silêncio. Mas sua bondade não é ingenuidade. Ela aprendeu, com décadas de prática, a ler as entrelinhas, os silêncios, os gestos não ditos. Nada escapa ao seu radar emocional.
Se sua conduta for boa, ela pode salvar o grupo mais de uma vez. Sua habilidade pode estar ligada ao acolhimento: proteger um jogador de ser eliminado, mesmo sob voto majoritário, ou acalmar um conflito antes que ele se torne fatal. Em jogos mais longos, pode ser a mediadora que impede que o grupo se destrua por dentro. Ela não elimina; ela protege. E, em tempos tão brutais, isso a torna essencial.
Mas se sua conduta for má, ela representa um dos mais sutis e perigosos tipos de sabotagem. Porque todos confiam nela. Porque ela parece ouvir e se importar. Um Assistente Social infiltrado pode manipular com palavras, induzir decisões, minar alianças sem levantar suspeitas. Ela pode plantar dúvidas como quem oferece conselhos — e assim, sem tocar em ninguém, derruba tudo.
Em termos estratégicos, a Assistente Social é ideal para jogadoras e jogadores que preferem a influência à força, a conversa à imposição. Seu papel cresce conforme as rodadas avançam e os nervos se desgastam. Saber se manter neutra quando necessário e ativa quando o grupo desaba é sua arte.
Em “Conduta”, ela não é apenas uma cuidadora. É uma jogadora emocional, uma especialista em ler a alma dos outros — e às vezes, moldá-la.