Conduta - Traficante

Excerpt

Traficante


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeKaique
FunçãoTraficante
Idade25
Data de nascimento07/nov
SignoEscorpião
Altura1,76 m
AparênciaNegro de pele clara, cabelos pretos crespos e médios, corpo atlético, tatuagem caseira no pescoço
Orientação sexualHeterossexual
GêneroMasculino
Origem étnicaPreta (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Reservado, prático, objetivo e adaptável; observa mais do que fala e some quando quer.
  • Caráter: Cumpre o combinado à risca e não perdoa quem não cumpre.
  • Virtude: Consegue o que ninguém consegue, no prazo, sem perguntar como.
  • Defeito: Frio no cálculo; já deixou de entregar remédio por dívida atrasada.
  • Hobbie: Conserta moto que não anda, com peça que não existe, sem pressa.
  • Interesse: Abrir uma rota até o litoral e ser o primeiro a saber o que tem lá.
  • Humor: Sarcástico e curto; ri com o canto da boca e nada mais.
  • Vício: Risco. Faz travessia perigosa mesmo quando não precisa.
  • Fobia: Voltar à posição de quem pede.
  • Aversão: Sermão. E gente que julga sem nunca ter passado necessidade.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Baixo, poucas palavras, responde com pergunta, nunca diz de onde vem a mercadoria.
  • Vestimenta: Jaqueta laranja desbotada, capuz sempre levantado, botina boa, a melhor do abrigo.
  • Expressão corporal: Encostado na parede, mãos nos bolsos, sai da sala antes de a conversa acabar.
  • Comportamento cotidiano: Atravessa a zona velha e traz remédio, pilha e combustível que nenhum abrigo consegue.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: Metade do que ele traz salva vida e a outra metade destrói gente, e ele não separa as duas.
  • Lutas emocionais: É odiado em público pelos mesmos que o procuram de madrugada.
  • Adversários: Sandra, que deveria prendê-lo, e Rosângela, que ele acusa de dedurar.
  • Situações difíceis: Ser cumprimentado de dia por quem o chamou de noite.
  • Inseguranças: Sabe que no dia em que faltar mercadoria vira ninguém.
  • Desafios físicos ou sociais: Não tem nenhum abrigo que o defenda; se cair na zona velha, ninguém vai buscar.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Nenhuma, mas usa medalha da mãe.
  • Espiritualidade: Acredita que a sorte dele tem prazo.
  • Crenças políticas: Acha que os três abrigos são o mesmo negócio com nomes diferentes.
  • Filosofias: Quem tem o que o outro precisa não precisa de moral.

6. História de Vida

  • Tragédias: Tinha dezoito anos e a mãe doente no ano 3. Pediu remédio na Oficina, foi recusado por não ter o que trocar, e a mãe morreu em quatro dias. Trouxe o mesmo remédio da zona velha uma semana depois, sozinho.
  • Conquistas: Abriu e mantém a única rota até a zona velha que dá para percorrer e voltar.
  • Perdas: A mãe, dois parceiros de travessia e qualquer expectativa de ser bem-visto.
  • Aventuras: Atravessou a zona velha em plena tempestade de poeira para entregar insulina, de graça, e nunca contou a ninguém.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Necessário e desprezado; procurado no escuro por todos.
  • Ambiente econômico: É o mais líquido dos três abrigos e não tem onde gastar.
  • Ambiente político: Fora de todos e útil para todos; a Elite já mandou proposta.

8. Saúde

  • Saúde mental: Desconfiança permanente, insônia, raiva bem guardada.
  • Saúde física: Excelente resistência, cicatrizes, pulmão marcado pela poeira.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

  • Quem deveria prendê-lo (conflito): Policial (Sandra)
  • Quem ele quer tirar da Represa (desejo): Influenciadora (Yasmin)
  • Quem ele acusa de dedurar (conflito): Assistente Social (Rosângela)
  • Quem compra tudo que ele traz (risco): Magnata (Marlon)

10. Motivações

  • Objetivo: Abrir a rota do litoral antes que outro abra.
  • Desejo: Ser procurado de dia, na frente dos outros, por alguém que não tenha vergonha dele.
  • Ambição: Nunca mais depender de alguém dizer não.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Pediu remédio uma vez e ouviu não, e a mãe morreu em quatro dias.

Leitura

Texto placeholder

Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Ela atendia por muitos nomes, mas na empresa era conhecida apenas como Rita. Não havia sobrenome, não havia crachá. Seu nome verdadeiro era um mistério, assim como seu cargo oficial — se é que tinha um. Passava pelos corredores com a naturalidade de quem não devia nada a ninguém, e ao mesmo tempo, parecia observar tudo com a atenção calculada de quem está sempre negociando algo… ou alguém.

Diziam que ela começou ali como terceirizada, talvez na limpeza ou entregas. Mas Rita tinha talento. Um tipo raro de inteligência social que beirava a manipulação. Percebeu cedo que ali dentro as pessoas tinham vícios escondidos: ansiolíticos, cafeína concentrada, hormônios de performance, até substâncias experimentais dos laboratórios internos. Onde havia desejo, Rita enxergava demanda. Onde havia silêncio, ela construía mercado.

Nunca foi vista oferecendo nada diretamente. Sua operação era refinada. Bastava deixar um aviso no vestiário do terceiro subsolo ou uma palavra sussurrada perto das escadas de incêndio. Ela nunca tocava no produto — apenas coordenava. Usava os próprios funcionários como corredores, seduzidos por favores ou ameaças sutis. Seu império era invisível, mas absolutamente funcional.

Engana-se quem pensa que Rita era movida por ganância. Sua motivação era o controle. O poder silencioso de saber que mesmo os mais poderosos da empresa — diretores, líderes de projetos, até membros da cúpula — dependiam dela em algum nível. Ela conhecia cada fraqueza, cada escapada, cada vício oculto. Tinha dossiês mentais de cada rosto que cruzava. Sabia quem usava o quê, com quem e por quê. E mais importante: sabia o momento certo de cobrar.

Seu comportamento era frio, porém cortês. Tinha carisma o suficiente para não despertar medo imediato, mas firmeza o bastante para não ser subestimada. Não gritava, não discutia. Sua autoridade era implícita. Quando alguém desaparecia misteriosamente após tentar “passar a perna”, todos sabiam que a queda não fora acidental.

Na estrutura de Conduta, a Traficante é uma peça perigosa. Sua conduta é má, e sua habilidade consiste em comprometer emocionalmente um jogador por rodada, fazendo com que ele hesite ao usar sua própria habilidade — seja por medo, dúvida, ou chantagem psicológica. Ninguém escapa ileso de um contato com Rita. Ela planta incerteza onde havia convicção. Ela enfraquece vínculos, corrói a moral, domina sem algemas.

Porque, no final das contas, Rita não vende produtos. Ela vende ilusões. E cobra caro quando elas se desfazem.