Conduta - Bióloga

Excerpt

Bióloga


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeCarla
FunçãoBióloga
Idade37
Data de nascimento29/ago
SignoVirgem
Altura1,66 m
AparênciaBranca de pele clara, cabelos ruivos cacheados e médios, corpo magro, sardas no rosto
Orientação sexualHomossexual
GêneroFeminino
Origem étnicaBranca (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Reservada, visionária, analítica e metódica; fala pouco e registra tudo.
  • Caráter: Honesta até quando não convém; prefere a resposta ruim à resposta confortável.
  • Virtude: Disciplinada com o método; repete o teste dez vezes antes de afirmar.
  • Defeito: Racional a ponto de dar notícia terrível sem preparar ninguém.
  • Hobbie: Herbário. Prensa e cataloga tudo que consegue germinar no solo atual.
  • Interesse: Descobrir qual cultivar aguenta a luz que sobrou e o solo sem adubo.
  • Humor: Sarcasmo baixo, quase inaudível, sempre certeiro.
  • Vício: Refazer cálculo que já está certo.
  • Fobia: Que a última semente viável apodreça sob a guarda dela.
  • Aversão: Palpite sem dado. E gente que chama esperança de plano.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Precisa, técnica, sem adjetivo; corrige o interlocutor no meio da frase.
  • Vestimenta: Jaleco antigo sobre roupa de trabalho verde, luvas remendadas, caderno amarrado à cintura.
  • Expressão corporal: Contida, braços junto ao corpo, olhar fixo no que examina.
  • Comportamento cotidiano: Cuida da estufa da Oficina, o único cultivo estável dos três abrigos.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: Sabe que a estufa não alimenta os três abrigos e terá que dizer quem fica de fora.
  • Lutas emocionais: Ama alguém que não pode assumir sem colocar as duas em risco na Represa.
  • Adversários: A Represa inteira, que a pressiona por volume que o solo não dá.
  • Situações difíceis: Prometer safra sob ameaça.
  • Inseguranças: Teme que o trabalho dela apenas adie o inevitável.
  • Desafios físicos ou sociais: É a única com formação; se morrer, o conhecimento morre junto.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Nenhuma, criada em casa evangélica, rompeu na adolescência.
  • Espiritualidade: Acredita em ciclo, não em desígnio.
  • Crenças políticas: Acha que quem controla semente controla tudo, e que por isso semente não pode ter dono.
  • Filosofias: A natureza não negocia. Só informa.

6. História de Vida

  • Tragédias: Estava em campo em 2039 num projeto de germoplasma. Escolheu salvar as sementes em vez de voltar para casa a tempo; a família não sobreviveu à Fome.
  • Conquistas: Manteve viáveis catorze variedades que já não existem em nenhum outro lugar da região.
  • Perdas: Os pais, o irmão e sete anos sem se permitir chorar por eles.
  • Aventuras: Foi até a antiga estação experimental, três dias de caminhada, atrás de um banco de sementes que já tinha sido saqueado.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Respeitada e temida; ninguém a contraria na estufa.
  • Ambiente econômico: A Oficina a sustenta integralmente. Ela é o ativo mais valioso deles.
  • Ambiente político: É o motivo de a Elite querer a Oficina.

8. Saúde

  • Saúde mental: Luto congelado. Funciona bem porque não parou nenhum dia.
  • Saúde física: Saudável, mas com lesão por esforço nas mãos.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

  • Quem ela ama em segredo (desejo): Policial (Sandra)
  • Quem exige safra impossível (conflito): Militar (Cleide)
  • Quem quer as sementes (conflito): Magnata (Marlon)
  • Quem guarda o segredo dela (risco): Hacker (Felipe)

10. Motivações

  • Objetivo: Chegar a uma safra que se sustente sem depender da estufa.
  • Desejo: Poder andar de mãos dadas com Sandra na frente de todo mundo.
  • Ambição: Deixar um banco de sementes que sobreviva a ela e a este século.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Escolheu as sementes uma vez e precisa que aquela escolha tenha valido alguma coisa.

Leitura

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Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. A doutora Lúcia Carvalhal nunca teve pressa. Desde que entrou na corporação, manteve uma presença serena, quase apagada — mas com olhos que analisavam tudo como se o ambiente fosse um grande organismo doente. Ela tratava o escritório como um ecossistema em desequilíbrio, e cada funcionário como um vetor potencial de contaminação.

Sua especialidade era a microbiologia comportamental — um campo que poucos compreendiam de verdade e, por isso mesmo, respeitavam em silêncio. Falava pouco, mas quando abria a boca, media cada palavra como se fosse um composto químico instável. Seu laboratório não era apenas aquele com placas de Petri e centrifugadoras no subsolo. Lúcia fazia anotações mentais o tempo todo. Sobre todos. Você podia não vê-la, mas ela veria você — o padrão de suor em sua camisa, o quanto seu olhar desviava ao ser confrontado, ou o grau de tremor involuntário na sua mão ao segurar o café.

Dizem que ela alertou a diretoria meses antes do primeiro grande incidente. Não com alarde, mas com gráficos sutis, relatórios silenciosos e fórmulas que descreviam, com exatidão, como a degradação moral se propagava como uma praga viral. Ninguém escutou. Depois disso, ela parou de avisar.

Alguns começaram a estranhar a frequência com que Lúcia se ausentava durante a noite — ou o fato de que seu crachá acessava áreas fora de sua jurisdição. Outros achavam que ela sabia demais, que guardava amostras indevidas ou que manipulava compostos que não constavam em nenhum protocolo. Mas ninguém tinha provas. E se alguém se aproximava demais, ela oferecia respostas tão técnicas, tão profundas, que o questionador simplesmente recuava. Ou pior: passava a confiar nela.

No jogo de Conduta, a Bióloga é o tipo de peça que trabalha nas entrelinhas, que colhe dados sem que percebam. Sua habilidade pode revelar padrões, sintomas ou desvios de conduta. Mas como todo conhecimento biológico, suas descobertas dependem de tempo — e interpretação. Pode ser aliada ou ameaça, dependendo de quem a consulta, ou do que decide ocultar.

Sua condutaDesconhecida. Porque o conhecimento absoluto pode ser uma forma de manipulação. E Lúcia aprendeu, com os vírus e as células, que sobreviver nem sempre é agir. Às vezes, é apenas adaptar-se melhor do que os outros.

E ela aprendeu muito bem.