Conduta - Historiador

Excerpt

Historiador


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeAparício
FunçãoHistoriador
Idade67
Data de nascimento04/dez
SignoSagitário
Altura1,72 m
AparênciaNegro de pele escura, cabelos grisalhos crespos e curtos, corpo magro, barba branca cerrada
Orientação sexualHeterossexual
GêneroMasculino
Origem étnicaPreta (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Introvertido, abstrato, analítico e flexível; observa mais do que participa e anota tudo.
  • Caráter: Honesto com o registro mesmo quando o registro é vergonhoso para ele.
  • Virtude: Lembra da versão anterior de cada história que hoje contam diferente.
  • Defeito: Frio com o presente; trata tragédia recente como material.
  • Hobbie: Entrevista os mais velhos e transcreve à mão, com a data e as hesitações.
  • Interesse: Entender por que os três abrigos contam a trégua de três jeitos incompatíveis.
  • Humor: Irônico e erudito, quase sempre perdido em quem ouve.
  • Vício: Interrompe qualquer coisa para anotar.
  • Fobia: Que os sete anos passem sem registro e virem lenda.
  • Aversão: Frase começando com “sempre foi assim”.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Longo, cheio de subordinada, começa a responder pelo contexto de cinquenta anos atrás.
  • Vestimenta: Camisa verde puída sob colete de muitos bolsos, todos com papel.
  • Expressão corporal: Curvado sobre o caderno, levanta a cabeça só para conferir quem falou.
  • Comportamento cotidiano: Guarda o arquivo da Oficina e cruza a versão dos três abrigos.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: Guarda a prova de que a Oficina atacou primeiro na disputa da água e nunca publicou.
  • Lutas emocionais: Registra tudo e não consegue mais sentir nada do que registra.
  • Adversários: Manuel, cuja versão oficial contradiz o arquivo.
  • Situações difíceis: Ser testemunha viva num lugar que prefere a versão simples.
  • Inseguranças: Suspeita que registra para não ter que participar.
  • Desafios físicos ou sociais: A idade cobra; sabe que o arquivo não sobrevive sem sucessor.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Nenhuma, embora conheça todas melhor que os fiéis.
  • Espiritualidade: Acredita que só existe de verdade o que alguém contou depois.
  • Crenças políticas: Acha que os três abrigos estão repetindo o século vinte em escala menor.
  • Filosofias: Quem controla o que foi registrado controla o que se pode desejar.

6. História de Vida

  • Tragédias: Era professor universitário. Viu a biblioteca do câmpus ser queimada para aquecer gente no Inverno e ajudou a carregar os livros para a fogueira.
  • Conquistas: Reconstituiu por depoimento a cronologia dos sete anos, dia a dia, dos três abrigos.
  • Perdas: A biblioteca, a esposa no ano 5 e a capacidade de se indignar.
  • Aventuras: Voltou sozinho ao câmpus queimado para catalogar o que sobrou nas estantes de metal.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Tratado como relíquia e consultado só quando é conveniente.
  • Ambiente econômico: A Oficina o sustenta em troca do arquivo.
  • Ambiente político: Sabe o suficiente sobre os três para nenhum deles o querer solto.

8. Saúde

  • Saúde mental: Anestesia emocional. Chora com música e não com notícia.
  • Saúde física: Frágil, artrite nas mãos, escreve cada vez mais devagar.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

  • Quem reescreve a versão oficial (conflito): Político (Manuel)
  • Quem ele quer como sucessor (desejo): Bibliotecário (Otávio)
  • Quem queimou os livros com ele (conflito): Zelador (Gilmar)
  • Quem guarda o arquivo junto (risco): Jornalista (Fátima)

10. Motivações

  • Objetivo: Fechar a cronologia dos sete anos e deixá-la em mão segura.
  • Desejo: Ler de novo um livro que ele mesmo não copiou.
  • Ambição: Que exista uma versão dos fatos que os três abrigos aceitem discutir.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Carregou livros para a fogueira com as próprias mãos e passa o resto da vida repondo.

Leitura

Texto placeholder

Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. O Historiador entrou no abrigo com os olhos cheios de passado e o coração pesado de memória. Antes do colapso, era alguém que se dedicava a registrar a trajetória da humanidade — suas glórias, seus fracassos, suas guerras e revoluções. Ele conhecia a fundo os ciclos de ascensão e queda de civilizações. O apocalipse biológico não foi uma surpresa para ele; foi apenas mais um capítulo previsto, mais um erro repetido. Para o Historiador, a tragédia nunca vem do acaso — ela nasce de padrões.

Dentro do abrigo, ele observa. Escuta muito, fala pouco. Seus comentários, quando surgem, são precisos, analíticos, quase proféticos. Ele é o tipo de jogador que parece deslocado, mas que está sempre um passo à frente nas leituras sociais. Costuma anotar, mesmo sem papel. Lembra detalhes que os outros esqueceram. Ressignifica eventos. Em meio ao medo, ele se ancora em conhecimento, como quem tenta encontrar lógica em meio à ruína.

Se sua conduta for boa, o Historiador é um pilar de lucidez e estratégia. Ele oferece contexto aos acontecimentos, acalma os ânimos com sabedoria, e ajuda os sobreviventes a entenderem os padrões de comportamento que denunciam os infiltrados. Sabe quando intervir e quando apenas observar. Raramente age por impulso; sua maior força está na análise fria, não no julgamento precipitado. É um aliado poderoso para quem busca clareza, e um guia para quem deseja pensar antes de agir. Ele liga os pontos, mesmo quando todos parecem desconectados.

Se sua conduta for má, no entanto, o Historiador se transforma em um narrador perverso. Ele não mente diretamente — ele reescreve. Reinterpreta os fatos, distorce pequenas verdades até que virem grandes enganos. Com ar de autoridade, ele semeia dúvidas, relativiza certezas, e silencia suspeitas com argumentos embasados. Sua manipulação é sutil, quase acadêmica. Ele não impõe, convence. Seus relatos ganham ares de verdade incontestável, e com isso, conduz o grupo ao erro sem que percebam. Quando finalmente notam o engano, já estão presos numa narrativa criada por ele — onde os culpados parecem inocentes, e os inocentes, culpados.

Se sua conduta for desconhecida, o Historiador se torna um personagem quase mítico. Ele parece saber mais do que deveria, lembrar demais, prever com exatidão. Sua aura enigmática gera respeito e desconfiança em igual medida. Ele é visto ora como um sábio, ora como um manipulador silencioso. Suas pausas antes de falar, seus olhares longos e suas frases cuidadosamente escolhidas fazem com que os jogadores se perguntem: ele está tentando ajudar… ou está apenas registrando o colapso final de todos nós

O Historiador é o guardião do tempo e da memória. Em Conduta, ele representa o peso do conhecimento e o poder de controlar a narrativa. Saber o que aconteceu pode ser uma dádiva — ou uma arma. Dependerá de quem segura a caneta.