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Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Damião |
| Função | Lutador Profissional |
| Idade | 36 |
| Data de nascimento | 29/jul |
| Signo | Leão |
| Altura | 1,90 m |
| Aparência | Negro de pele clara, cabelos pretos raspados, corpo robusto, orelha esquerda deformada e nariz torto |
| Orientação sexual | Heterossexual |
| Gênero | Masculino |
| Origem étnica | Preta (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Extrovertido, prático, objetivo e impulsivo; resolve com o corpo antes de pensar na frase.
- Caráter: Palavra dada é dívida; bate em quem precisa e depois carrega o sujeito até o médico.
- Virtude: Coragem física real; entra onde ninguém entra e sai carregando gente.
- Defeito: Impulsivo ao extremo; já arruinou acordo por não segurar a mão.
- Hobbie: Treina os mais novos no pátio da Represa, de graça, todo fim de tarde.
- Interesse: Montar uma guarda que não precise de arma para conter tumulto.
- Humor: Escrachado, alto, ri de si mesmo primeiro.
- Vício: Briga. Sente falta quando passa muito tempo sem uma.
- Fobia: Machucar alguém sério de novo, sem querer.
- Aversão: Covarde que manda outro bater. E arma de fogo.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Direto e alto, gíria de vestiário, chama todo mundo de campeão.
- Vestimenta: Regata vermelha, bandagem nas mãos mesmo fora do treino, chinelo até no frio.
- Expressão corporal: Enorme e cuidadoso; encolhe os ombros em corredor para não assustar.
- Comportamento cotidiano: Faz a contenção física na Represa quando a fila azeda e treina quem quiser.
4. Conflitos
- Dilemas morais: A Represa quer usar o tamanho dele para intimidar, e intimidar funciona.
- Lutas emocionais: Passou a vida sendo o mais forte e nunca foi o mais respeitado.
- Adversários: Cleide, que o quer armado, e o próprio temperamento.
- Situações difíceis: Ser provocado na frente de quem ele quer impressionar.
- Inseguranças: Acha que só serve para bater e que isso é tudo o que veem nele.
- Desafios físicos ou sociais: Lesão cerebral leve de anos de luta; esquece nome e disfarça com apelido.
5. Crenças e Valores
- Religião: Católico de promessa, reza antes de qualquer confusão.
- Espiritualidade: Acredita que apanhar limpa alguma coisa.
- Crenças políticas: Não acompanha; segue quem ele considera decente.
- Filosofias: Quem bate primeiro geralmente é quem está com mais medo.
6. História de Vida
- Tragédias: Era lutador profissional em 2039. No ano 2, contendo um saque, empurrou um homem que bateu a cabeça e morreu. Era um vizinho.
- Conquistas: Conteve dezenas de tumultos sem uma morte desde então.
- Perdas: A carreira, o irmão mais novo no Inverno e o direito de não ter medo da própria força.
- Aventuras: Segurou um portão sozinho por vinte minutos enquanto tiravam gente pelos fundos.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Popular entre os jovens e visto como arma pela chefia.
- Ambiente econômico: Ração de contenção; divide com os que treina.
- Ambiente político: Disputado: quem tiver Damião tem o corpo mais intimidador da Represa.
8. Saúde
- Saúde mental: Culpa não tratada, explosões seguidas de dias de silêncio.
- Saúde física: Fortíssimo, articulações destruídas, sequela neurológica leve.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem o quer armado (conflito): Militar (Cleide)
- Quem ele quer impressionar (desejo): Atriz (Beatriz)
- Quem o provoca de propósito (conflito): Traficante (Kaique)
- Quem o segura quando ele perde a linha (risco): Modelo (Victor)
10. Motivações
- Objetivo: Conter tumulto sem ninguém armado, nem ele.
- Desejo: Ser chamado para alguma coisa que não envolva o tamanho dele.
- Ambição: Formar uma guarda que os três abrigos aceitem.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Empurrou um vizinho que não levantou mais, e mede cada gesto desde então.
Leitura
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Lutador Profissional
Conceito
O suor ainda escorria da testa quando ele atravessou a porta giratória do prédio. Cada passo ecoava no saguão de mármore como se ainda estivesse no ringue. Jonas “O Martelo” Falcão, campeão aposentado de luta livre clandestina, entrou na empresa como entra num combate: atento, em silêncio, com o queixo erguido e a postura dura como pedra. Havia algo de imperturbável em sua presença, como se ele soubesse que seria testado – e estivesse pronto para esmagar qualquer desafio.
Antes de vestir o crachá, Jonas vestiu cicatrizes. De lutas compradas, de derrotas forjadas, de glórias arrancadas com os punhos e negociadas em envelopes sujos. Quando sua carreira nos ringues desmoronou por envolvimento com apostas ilegais, a sociedade o abandonou. Mas uma empresa o acolheu. Não como estrela, mas como segurança — e, mais tarde, como figura pública em campanhas internas de “superação e disciplina”. A verdade, porém, é que ele nunca deixou de ser um peão.
Nos bastidores da corporação, o ringue era outro. Palavras eram socos, e alianças valiam mais que técnica. Jonas aprendeu a calar sua fúria, a fingir que não escutava os cochichos sobre seu passado. A posição de “representante da cultura física” era um troféu envenenado: uma figura decorativa para que a empresa parecesse inclusiva, redentora. Mas ele sabia. Sabia que estava ali para ser observado.
Quando começaram os desaparecimentos, os conflitos, as acusações veladas, muitos apontaram para Jonas. Era o mais forte. O mais “violento”. Um velho clichê andando em carne e osso pelos corredores iluminados demais. O que poucos sabiam era que Jonas havia parado de lutar por dinheiro. Agora, ele lutava por algo maior: redenção. Proteção. Justiça, talvez. Algo que nunca teve — nem no ringue, nem na vida.
Mesmo cercado de intriga, ele permaneceu leal aos poucos que confiaram nele. Intervia em discussões, separava brigas, evitava o caos quando podia. Quando não podia, enfrentava de frente, como sempre. Mas a dúvida persistia: estaria ele mesmo usando sua reputação de lobo para esconder que ainda caçava por instinto
No jogo de Conduta, o Lutador Profissional é uma figura paradoxal: símbolo de força, mas também de vulnerabilidade. Pode ser o escudo ou o aríete. Pode proteger os fracos… ou esmagá-los, se julgar que merecem. Sua condutaUma incógnita até o último golpe. Afinal, quem vigia o vigilante