Conduta - Atriz

Excerpt

Atriz


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeBeatriz
FunçãoAtriz
Idade33
Data de nascimento01/out
SignoLibra
Altura1,72 m
AparênciaBranca de pele clara, cabelos castanhos ondulados e médios, corpo médio, sobrancelha raspada de um lado
Orientação sexualHomossexual
GêneroFeminino
Origem étnicaBranca (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Extrovertida, imaginativa, sensível e espontânea; entra em qualquer roda e sai com a plateia.
  • Caráter: Verdadeira em cena e evasiva fora dela; usa o personagem para não se expor.
  • Virtude: Faz gente rir na semana em que morreu alguém, e faz isso sem ofender.
  • Defeito: Impulsiva; promete espetáculo, elenco e data sem ter nada disso.
  • Hobbie: Escreve peça curta sobre as fofocas do abrigo e encena sem pedir licença.
  • Interesse: Montar um grupo estável de teatro entre os três abrigos.
  • Humor: Físico, exagerado, imita todo mundo, inclusive quem está na sala.
  • Vício: Precisa de plateia; conversa a dois a deixa nervosa.
  • Fobia: Ser esquecida. Prefere ser vaiada a ser ignorada.
  • Aversão: Ensaio cancelado. E gente que chama teatro de perda de tempo.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Projetada, muda de voz no meio da frase, cita fala de peça como se fosse dela.
  • Vestimenta: Peças de figurino garimpadas, sempre com um lenço violeta; maquiagem improvisada com carvão e barro.
  • Expressão corporal: Ocupa o centro por reflexo, gesto grande, contato visual direto.
  • Comportamento cotidiano: Ensaia na Torre e apresenta nas noites de racionamento, quando não há o que fazer.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: A Torre libera o palco desde que a peça não fale de água, e água é a única coisa sobre a qual vale a pena falar.
  • Lutas emocionais: É mais amada como personagem do que como pessoa e ajudou a construir isso.
  • Adversários: Matheus, que chama o teatro de indecência, e a própria vontade de agradar.
  • Situações difíceis: Apresentar para uma plateia de dez pessoas cansadas.
  • Inseguranças: Teme que fora do palco não sobre nada dela.
  • Desafios físicos ou sociais: Não tem espaço fixo; monta e desmonta o palco toda vez.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Nenhuma. Gosta de ritual e não de doutrina.
  • Espiritualidade: Acredita que interpretar alguém é uma forma de manter a pessoa viva.
  • Crenças políticas: Acha que rir do poder é a última liberdade que sobrou.
  • Filosofias: Todo mundo está representando; a diferença é quem admite.

6. História de Vida

  • Tragédias: Estava em cartaz em 2039. O teatro virou abrigo e depois necrotério, e ela ajudou a organizar os corpos no palco onde tinha estreado.
  • Conquistas: Oitenta e quatro apresentações desde o ano 3, nenhuma cancelada por falta de plateia.
  • Perdas: A companhia inteira, a namorada no ano 2 e a capacidade de ficar sozinha em silêncio.
  • Aventuras: Encenou a trégua da água como comédia na frente dos três líderes e saiu ilesa.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Amada em público e pouco procurada em particular.
  • Ambiente econômico: Recebe em comida por apresentação; passa aperto entre uma e outra.
  • Ambiente político: Tolerada enquanto o riso não apontar para cima.

8. Saúde

  • Saúde mental: Autoestima dependente de plateia, quedas fortes depois do espetáculo.
  • Saúde física: Saudável, voz cansada, insônia crônica.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

10. Motivações

  • Objetivo: Um grupo de teatro fixo, com elenco dos três abrigos.
  • Desejo: Uma noite em que alguém queira conversar com ela depois que as luzes apagam.
  • Ambição: Encenar o que aconteceu de verdade nos sete anos, com nome e sobrenome.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Organizou corpos no palco onde estreou e precisa devolver àquele lugar outra função.

Leitura

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Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Diana Luz nunca foi apenas uma artista. Desde cedo, dominava o palco como quem manipula uma arma carregada — com precisão, intensidade e um charme perigoso. Quando entrou para o programa corporativo de arte e cultura da empresa, muitos acharam que fosse apenas mais uma celebridade em decadência tentando recuperar relevância. Mal sabiam que Diana não precisava de fama — ela precisava de público.

Naquela empresa onde rostos sérios e relatórios de desempenho definiam o dia a dia, ela era o único brilho no escuro. Cabelos flamejantes, roupas dramáticas e uma voz treinada para envolver, convencer, transformar. Durante o expediente, organizava oficinas de teatro, leituras performáticas e intervenções artísticas nos espaços comuns. Fora dele, circulava pelos bastidores como uma sombra carismática, ouvindo, observando, memorizando.

Mas o que ninguém sabia — ou fingia não saber — é que Diana Luz vivia para interpretar. Seu papel mais complexo não estava nos palcos, mas entre as paredes daquela empresa. Ninguém conhecia sua verdadeira opinião. Ninguém sabia em qual lado ela realmente estava. Cada conversa com ela era como um roteiro bem ensaiado. Cada lágrima, uma escolha estilística. Cada indignação, talvez apenas mais uma performance.

Sua habilidade era camaleônica. Ela podia assumir o papel de vítima para arrancar uma confissão. Ou seduzir um inimigo com gestos cuidadosamente coreografados. Era capaz de defender uma causa com lágrimas nos olhos — e minutos depois, articular sua destruição com um sorriso silencioso. Diana entendia que, num jogo de máscaras, vence quem melhor acredita no próprio disfarce.

Ainda assim, havia verdade em sua mentira. Ela não era falsa — era fluida. Talvez, no fundo, nem ela soubesse mais quem era de fato. Havia algo melancólico nos seus olhos após cada apresentação. Como se procurasse, entre aplausos imaginários, alguém que a visse sem o filtro das luzes.

No universo de Conduta, a Atriz é um curinga perigoso. Sua conduta é desconhecida, e seu talento para manipular percepções pode desequilibrar o jogo. Com uma única fala bem colocada, ela pode convencer os demais a proteger um inimigo ou eliminar um aliado. É uma jogadora solitária que dança entre lealdades com a mesma leveza com que troca de figurino.

Ela não joga contra você. Nem a favor. Ela joga para a plateia.

E enquanto todos tentam descobrir suas intenções, ela já está ensaiando a próxima cena.