Conduta - Estilista

Excerpt

Estilista


Proposta, não canônico

Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.

Ficha

1. Identidade

CampoValor
NomeCharlot
FunçãoEstilista
Idade38
Data de nascimento06/mar
SignoPeixes
Altura1,73 m
AparênciaPardo de pele morena, cabelos castanhos trançados e longos, corpo esguio, unhas pintadas com resto de esmalte
Orientação sexualPansexual
GêneroNão binário
Origem étnicaParda (brasileira)

2. Personalidade e Emoções

  • Personalidade: Reservado, concreto, sensível e adaptável; observa mais do que participa.
  • Caráter: Acolhe sem julgar e some quando a coisa aperta.
  • Virtude: Enxerga a pessoa que alguém está tentando ser e costura exatamente essa roupa.
  • Defeito: Foge do confronto; desaparece por dias quando é cobrado.
  • Hobbie: Desmancha peça velha só para entender como foi feita, e monta outra coisa.
  • Interesse: Vestir cada morador com algo que não seja uniforme nem trapo.
  • Humor: Ácido e mansinho, dito de lado.
  • Vício: Recomeça a mesma peça vinte vezes e nunca dá por pronta.
  • Fobia: Ser obrigado a se explicar diante de um grupo.
  • Aversão: Uniforme. Qualquer coisa que faça todo mundo parecer a mesma pessoa.

3. Comportamento e Estilo de Vida

  • Estilo de fala (linguagem): Voz baixa, frases suspensas, deixa o interlocutor completar.
  • Vestimenta: Peças próprias violeta, assimétricas, feitas de retalho garimpado; nunca repete um look.
  • Expressão corporal: Movimento econômico e preciso; encolhe quando o ambiente esquenta.
  • Comportamento cotidiano: Conserta e reinventa roupa para os três abrigos; é a única pessoa que circula livre nos três.

4. Conflitos

  • Dilemas morais: Escuta tudo em todos os abrigos e escolhe, todo dia, não repassar nada.
  • Lutas emocionais: Quer pertencer a um lugar e sabe que a liberdade de circular depende de não pertencer.
  • Adversários: A Represa, que desconfia de quem entra e sai sem dar satisfação.
  • Situações difíceis: Ser pressionado a escolher um abrigo.
  • Inseguranças: Suspeita que é tolerado por utilidade e não por afeto.
  • Desafios físicos ou sociais: É lido de um jeito na Oficina e de outro na Represa, e precisa administrar os dois.

5. Crenças e Valores

  • Religião: Nenhuma.
  • Espiritualidade: Acredita que roupa carrega quem usou antes.
  • Crenças políticas: Não acredita em nenhum dos três abrigos, e diz isso a ninguém.
  • Filosofias: Ninguém aguenta ser só o que precisa ser.

6. História de Vida

  • Tragédias: Trabalhava com moda em 2039. Perdeu o companheiro na Fome e passou o Inverno costurando mortalha para desconhecidos.
  • Conquistas: Conseguiu trânsito livre nos três abrigos, coisa que nem os líderes têm.
  • Perdas: O companheiro, e o direito de ter raiz em algum lugar.
  • Aventuras: Atravessou a linha da Represa em plena tensão armada carregando um vestido de casamento.

7. Ambiente e Contexto

  • Ambiente social: Querido em todo lugar e íntimo de ninguém.
  • Ambiente econômico: Troca serviço por passagem e comida; não acumula.
  • Ambiente político: Neutro por necessidade. Os três abrigos o poupam porque todos precisam dele.

8. Saúde

  • Saúde mental: Solidão bem administrada e um cansaço que não passa com sono.
  • Saúde física: Vista cansada de costurar com pouca luz.

9. Relacionamentos

Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.

  • Quem quer prendê-lo num abrigo (conflito): Militar (Cleide)
  • Quem o faz querer ficar (desejo): Escritora (Kauane)
  • Quem exige informação em troca de passagem (conflito): Socialite (Sofia)
  • Quem o esconde quando precisa (risco): Zelador (Gilmar)

10. Motivações

  • Objetivo: Manter o trânsito livre entre os três abrigos.
  • Desejo: Um lugar onde possa deixar as coisas e voltar.
  • Ambição: Vestir os três abrigos de um jeito que dê para saber quem é quem sem uniforme.
  • Razão que impulsiona ações e escolhas: Costurar é a única coisa que segurou a cabeça no lugar durante o Inverno.

Leitura

Texto placeholder

Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Seu nome era Harumi Akiyama, mas poucos se davam ao trabalho de perguntar. Para a maioria, ela era apenas “a Estilista” — presença constante e elegante nos corredores da empresa, mesmo quando o código de vestimenta pedia discrição. Não era arrogância; era precisão. Cada peça em seu corpo parecia ter sido escolhida com um cálculo exato entre impacto visual e mensagem emocional. Onde os outros viam moda, ela via linguagem.

Harumi não integrava nenhuma divisão oficial da empresa. Seu crachá não indicava um departamento, apenas uma função enigmática: Consultora de Imagem e Ambiente. Mas os veteranos sabiam que ela era muito mais do que isso. Quando uma campanha importante era lançada, era ela quem definia os tons, as texturas, os figurinos. Quando um novo executivo era contratado, era ela quem o recebia com um olhar clínico e um comentário sutil: “Camisas claras suavizam a rigidez da sua expressão.”

A maioria das pessoas a subestimava. Pensavam que ela era só mais uma artista visual com gosto apurado. Mas Harumi entendia o poder simbólico das roupas, das cores, das formas. Sabia que a aparência podia inspirar confiança, medo, desejo ou respeito. E mais: sabia como manipular essas percepções. A imagem era sua arma — e ela a manejava com delicadeza cirúrgica.

Durante as fases de votação no ambiente de Conduta, Harumi se transformava. Observava tudo: os tiques nervosos, as dobras das camisas, os sorrisos forçados. Percebia quem evitava olhar nos olhos, quem suava sob um paletó de tecido grosso, quem arrumava os punhos como se quisesse esconder algo. Seus julgamentos raramente eram baseados em palavras. Ela lia sinais. E, quando falava, suas frases vinham com cortes precisos, como uma tesoura de alfaiate.

“Você escolheu essa jaqueta para se proteger, ou para se impor”, perguntava com uma leveza inquietante.

Sua habilidade não era apenas estética. Ela podia mudar o destino de um jogador com uma sugestão: alterar uma peça de roupa, ajustar uma postura, revelar um detalhe visual que denunciava muito mais do que o pretendido. Harumi entendia que, no mundo corporativo de Conduta, aparência e verdade eram raramente a mesma coisa — mas podiam ser confundidas o suficiente para virar o jogo.

A Estilista possui conduta desconhecida. Seus objetivos permanecem ambíguos, e seu impacto é sempre sutil, mas devastador. Em um ambiente onde todos observam e julgam, ela controla o palco e a cortina — e, às vezes, até o figurino do vilão.

Porque, no fim, Harumi não veste corpos. Ela veste intenções. E sabe exatamente quando é hora de rasgar a máscara.