Conduta - Jornalista
Excerpt
Jornalista
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Fátima |
| Função | Jornalista |
| Idade | 49 |
| Data de nascimento | 30/nov |
| Signo | Sagitário |
| Altura | 1,64 m |
| Aparência | Árabe de pele morena, cabelos pretos lisos e longos com mecha branca, corpo médio, óculos de armação torta |
| Orientação sexual | Heterossexual |
| Gênero | Feminino |
| Origem étnica | Árabe (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Comunicativa, intuitiva, crítica e adaptável; puxa conversa para conseguir dado.
- Caráter: Não mente, mas omite com técnica quando está atrás de uma história.
- Virtude: Fareja a versão montada; percebe quando alguém está repetindo um texto decorado.
- Defeito: Usa gente como fonte e só depois lembra que é gente.
- Hobbie: Mantém um arquivo em papel com tudo que ouviu nos três abrigos, indexado por data.
- Interesse: Reconstruir o que de fato aconteceu na noite em que a Represa cortou a água.
- Humor: Cínico, rápido, sem paciência para rodeio.
- Vício: Não consegue largar uma pergunta sem resposta.
- Fobia: Morrer com a história pela metade.
- Aversão: Comunicado oficial. E gente que diz “não é hora de falar disso”.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Direta ao ponto, interrompe, repete a pergunta até a resposta mudar.
- Vestimenta: Roupa de trabalho azul, bolsos por todo lado, caderno e lápis de carpinteiro.
- Expressão corporal: Inclina o corpo para frente ao ouvir; anota sem olhar para o papel.
- Comportamento cotidiano: Circula entre os três abrigos coletando versão; escreve o boletim que a rádio lê.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Tem prova de que a trégua se apoia numa mentira e sabe o que a verdade custaria.
- Lutas emocionais: Quer publicar e sabe que publicar pode matar mais gente do que calar.
- Adversários: Manuel, que controla o que vai ao ar, e Sofia, que planta boato.
- Situações difíceis: Ter a pauta cortada por quem controla o transmissor.
- Inseguranças: Teme ter virado exatamente o tipo de porta-voz que sempre desprezou.
- Desafios físicos ou sociais: Perdeu a mão esquerda no ano 4; escreve devagar e odeia isso.
5. Crenças e Valores
- Religião: Muçulmana não praticante; mantém o jejum por memória do pai.
- Espiritualidade: Acredita em registro. O que não foi escrito não aconteceu.
- Crenças políticas: Acha que os três abrigos são três versões do mesmo autoritarismo.
- Filosofias: A primeira vítima não é a verdade. É quem tentou contá-la.
6. História de Vida
- Tragédias: Cobria a crise em 2039 quando a redação fechou no meio de um plantão. Continuou apurando sozinha por dois anos, para ninguém.
- Conquistas: O arquivo dela é o único registro escrito dos sete anos na região.
- Perdas: A mão esquerda, o marido no Inverno e a confiança de que contar adianta.
- Aventuras: Entrou na Represa escondida na carroça de água para conferir uma versão.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Recebida em todo lugar e vigiada em todos.
- Ambiente econômico: Troca informação por comida; vive no limite.
- Ambiente político: A Torre precisa dela e teme o que ela guarda.
8. Saúde
- Saúde mental: Obsessiva com trabalho, insone, evita pensar no marido.
- Saúde física: Amputação cicatrizada, dor fantasma, visão em queda.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem corta a pauta dela (conflito): Político (Manuel)
- Quem ela quer proteger da história (desejo): Escritora (Kauane)
- Quem planta boato contra ela (conflito): Socialite (Sofia)
- Quem guarda o arquivo com ela (risco): Bibliotecário (Otávio)
10. Motivações
- Objetivo: Publicar o que aconteceu na noite do corte da água.
- Desejo: Que alguém mais novo assuma o arquivo e continue.
- Ambição: Deixar registrado o suficiente para que a próxima geração não engula a versão da Torre.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Passou dois anos apurando para ninguém e não vai deixar aquilo ter sido em vão.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Clara Nogueira não fazia parte oficialmente da empresa — e isso era exatamente o que a tornava mais perigosa que qualquer executivo de cargo alto. Com seu blazer surrado, gravador escondido no bolso e olhar que misturava cansaço e vigilância, Clara era uma constante lembrança de que, mesmo atrás de portas fechadas, a verdade tem olhos. E ouvidos.
Ela começou como repórter policial em jornais de bairro, cobrindo tiroteios esquecidos e pequenas corrupções de delegacias. Mas foi sua reportagem investigativa sobre fraudes em licitações públicas que a catapultou para os holofotes — e para uma lista não oficial de jornalistas “inconvenientes”. Desde então, Clara só aceitava trabalhos de alto risco. Ou, como ela dizia, “de alta necessidade moral”.
Seu interesse pela empresa surgiu após uma denúncia anônima. A princípio, parecia mais uma história sobre desvio de verba e assédio velado. Mas à medida que cavava mais fundo, Clara encontrou algo muito pior: manipulação interna de dados, chantagens cruzadas, desaparecimentos sem explicação. E, mais alarmante, uma estrutura informal de poder que operava sob a lógica de uma seita corporativa.
Ela então se infiltrou como terceirizada de comunicação. Conseguiu acesso aos bastidores, aos arquivos ocultos e, principalmente, às pessoas. Clara tinha um dom: conseguia fazer qualquer um falar. Não por pressão, mas porque seu silêncio sabia ouvir. Cada pergunta sua era afiada como um bisturi, e cada silêncio depois da resposta era um espelho que fazia o interlocutor se ver com mais nitidez do que gostaria.
Sua missão, no entanto, não era expor a empresa imediatamente. Era entender quem, dentro daquele labirinto, ainda lutava por verdade. Porque Clara sabia: não basta expor o monstro — é preciso desarmar quem o alimenta.
No jogo de Conduta, a Jornalista é uma personagem de conduta da ordem. Sua habilidade, usada uma única vez por partida, permite revelar publicamente se a última acusação feita contra alguém foi verdadeira ou falsa — com base em dados que ela coleta ao longo da investigação (mas sem identificar a fonte da acusação). Isso pode inocentar alguém injustiçado… ou desmascarar um acusador mentiroso.
Mas sua integridade é sua arma e também seu risco. Clara incomoda. Clara atrai inimigos. E, acima de tudo, Clara não se cala.
Porque enquanto todos jogam para sobreviver, ela escreve para que o jogo, um dia, acabe.