Conduta - Bibliotecário
Excerpt
Bibliotecário
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Otávio |
| Função | Bibliotecário |
| Idade | 35 |
| Data de nascimento | 02/set |
| Signo | Virgem |
| Altura | 1,80 m |
| Aparência | Branco de pele clara, cabelos loiros lisos e médios, corpo esguio, tinta permanente nos dedos |
| Orientação sexual | Homossexual |
| Gênero | Masculino |
| Origem étnica | Branca (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Introspectivo, imaginativo, sensível e adaptável; fala pouco e escreve muito.
- Caráter: Incapaz de mentir de improviso; fica vermelho antes de terminar a frase.
- Virtude: Encontra em duas horas o que os outros procuram há meses.
- Defeito: Foge da confrontação; concorda na hora e desfaz depois, sozinho.
- Hobbie: Copia à mão e ilustra os livros que estão se perdendo.
- Interesse: Salvar do mofo a coleção de manuais técnicos, que é o que mantém a Oficina viva.
- Humor: Tímido e certeiro, geralmente sussurrado para uma pessoa só.
- Vício: Lê no escuro e depois passa o dia com dor de cabeça.
- Fobia: Incêndio. Dorme perto da porta por causa disso.
- Aversão: Quem dobra a página. E quem chama livro de peso morto.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Baixo, hesitante, ganha firmeza quando o assunto é o acervo.
- Vestimenta: Suéter violeta grande demais, herdado, com remendo no cotovelo.
- Expressão corporal: Ombros para dentro, mãos sempre segurando alguma coisa.
- Comportamento cotidiano: Cataloga, seca e reencaderna o acervo da Oficina; empresta contra recibo.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Um manual do acervo ensina a sabotar a bomba d’água. Ele sabe e não retirou.
- Lutas emocionais: Ama alguém que não faz ideia e ele prefere que continue assim.
- Adversários: Quem quer queimar papel para aquecer no inverno.
- Situações difíceis: Ver alguém arrancar folha de livro na frente dele.
- Inseguranças: Acha que guardar livro não é trabalho de verdade num mundo com fome.
- Desafios físicos ou sociais: Asma severa e o acervo é o lugar mais mofado do abrigo.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma. Gosta de igreja vazia.
- Espiritualidade: Acredita que texto copiado à mão guarda quem copiou.
- Crenças políticas: Acha que acesso ao acervo devia ser igual e sabe que não é.
- Filosofias: Todo mundo que morreu deixou instrução para alguma coisa.
6. História de Vida
- Tragédias: Era bibliotecário municipal. Passou a Fome carregando caixas de livros para casa, sozinho, enquanto o bairro carregava comida, e foi chamado de louco em praça pública.
- Conquistas: Salvou dois mil e trezentos volumes, incluindo os manuais que sustentam a Oficina.
- Perdas: O pai, que morreu enquanto ele estava carregando caixas, e a chance de se despedir.
- Aventuras: Entrou numa casa em chamas para tirar uma caixa de manuais e saiu com queimadura no braço.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Respeitado desde que a Oficina descobriu que os manuais dele valem comida.
- Ambiente econômico: A Oficina o sustenta; ele nunca pediu aumento de ração.
- Ambiente político: Neutro e cortejado; o acervo é poder e ele finge que não sabe.
8. Saúde
- Saúde mental: Ansiedade social, autocrítica pesada, tristeza de baixa intensidade constante.
- Saúde física: Asma agravada pelo mofo, subnutrido, resistência baixa.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem ele ama em silêncio (desejo): Cozinheiro (Wanderson)
- Quem quer queimar o acervo (conflito): Militar (Cleide)
- Quem exige acesso exclusivo (conflito): Magnata (Marlon)
- Quem o escolheu como sucessor (risco): Historiador (Aparício)
10. Motivações
- Objetivo: Secar e reencadernar o acervo antes que o mofo leve os manuais.
- Desejo: Que Wanderson descubra sozinho, para ele não precisar dizer.
- Ambição: Uma biblioteca aberta aos três abrigos, com regra igual para todos.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Carregou livros enquanto o pai morria e precisa que aquilo tenha significado.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Em meio aos escombros da civilização, poucos sabiam tanto quanto o Bibliotecário — e menos ainda compreendiam a importância disso. Em tempos de luz, ele era o guardião do conhecimento. Enquanto multidões se distraíam com velocidade e superficialidade, ele organizava livros, digitalizava documentos, cruzava dados, mergulhava em histórias esquecidas e registrava fatos com precisão.
Após o apocalipse biológico, quando satélites caíram, servidores queimaram e a memória coletiva foi tragada pelo silêncio, ele se tornou um relicário vivo. A informação, antes abundante, agora era escassa e perigosa. Saber demais podia levantar suspeitas. Saber a coisa errada, condenar alguém. Mas o Bibliotecário sempre soube caminhar pelo fio da navalha entre a sabedoria e a discrição.
No abrigo, ele ocupa um papel curioso. Ao mesmo tempo isolado e necessário, carrega o fardo do que viu e do que ainda lembra. Seu olhar atento passeia pelas conversas como se estivesse catalogando mentalmente todas as incoerências e lacunas. Ele ouve como se gravasse. Fala pouco, mas quando o faz, suas palavras pesam como páginas arrancadas de um diário revelador.
Se sua conduta for boa, o Bibliotecário pode ser uma das peças mais valiosas para os sobreviventes. Provavelmente ligado a habilidades como Análise de Conduta ou Investigação Profunda, ele observa silenciosamente para, na hora certa, oferecer uma revelação precisa. É o tipo de personagem que se beneficia de tempo e paciência. No início, sua utilidade pode parecer pequena, mas, conforme os jogos avançam, ele acumula conhecimento e dados suficientes para virar o curso da desconfiança com lógica e fatos.
Se sua conduta for má, o Bibliotecário é uma ameaça oculta — e mortal. Ele manipula os dados como manipularia os registros de um arquivo: reescrevendo, omitindo, “corrigindo”. Pode plantar desinformação com a mesma habilidade com que outrora preservava a verdade. Seu jogo é de sombras, insinuações e falsas citações. Faz parecer que sabe mais do que realmente sabe, e isso basta para que os outros duvidem de si mesmos. A dúvida é sua maior arma.
O Bibliotecário é ideal para jogadores que valorizam raciocínio lógico, discrição e memória. Ele prospera em cenários de baixa comunicação, onde o caos permite que os atentos construam vantagem silenciosa. Sua força está em reunir peças dispersas, estabelecer conexões, desconfiar do que não é dito — e, quando necessário, intervir com precisão cirúrgica.
Em Conduta, o Bibliotecário representa a história viva — seja como um farol de lucidez ou como o arquiteto da distorção. Ele prova que, no fim do mundo, o conhecimento não apenas sobrevive. Ele decide quem sobrevive.