Conduta - Político
Excerpt
Político
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Manuel |
| Função | Político |
| Idade | 63 |
| Data de nascimento | 05/jan |
| Signo | Capricórnio |
| Altura | 1,79 m |
| Aparência | Branco de pele clara, cabelos grisalhos lisos e médios, corpo robusto, olheiras fundas |
| Orientação sexual | Heterossexual |
| Gênero | Masculino |
| Origem étnica | Branca (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Expansivo, visionário, racional e planejador; nunca fala sem já saber o efeito.
- Caráter: Faz o cálculo antes do gesto e chama o resultado de bom senso.
- Virtude: Consegue costurar acordo entre gente que se odeia e fazer os dois saírem achando que ganharam.
- Defeito: Controlador ao ponto de sabotar quem não depende dele.
- Hobbie: Joga xadrez sozinho, contra si mesmo, e anota as partidas.
- Interesse: Formalizar um conselho dos três abrigos, presidido de preferência por ele.
- Humor: Ironia elegante que fere sem parecer.
- Vício: Precisa da última palavra em qualquer conversa.
- Fobia: Ser irrelevante. Prefere ser odiado a ser esquecido.
- Aversão: Gente que decide por impulso e depois pede ajuda.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Pausado, escolhe cada palavra, repete o nome do interlocutor para criar intimidade.
- Vestimenta: Paletó anil do mundo antigo, cotovelos remendados, sempre abotoado. Não sai sem ele.
- Expressão corporal: Ocupa a cabeceira de qualquer mesa sem pedir licença.
- Comportamento cotidiano: Recebe, escuta, promete e adia. Registra tudo o que ouve.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Sabe que a paz entre os abrigos depende de uma mentira que ele mesmo plantou.
- Lutas emocionais: Foi eleito a vida inteira e agora manda sem que ninguém o tenha escolhido.
- Adversários: Fátima, que investiga o que ele registra, e Solange, que quer regra escrita.
- Situações difíceis: Ser contrariado em público por alguém mais jovem.
- Inseguranças: Suspeita que só continua no topo porque ninguém melhor sobreviveu.
- Desafios físicos ou sociais: O coração falha e ele esconde de todos, inclusive do médico.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma, mas nunca perde uma cerimônia.
- Espiritualidade: Acha superstição útil para governar.
- Crenças políticas: Acredita que o poder deve ficar com quem sabe usá-lo, e que isso não se vota.
- Filosofias: Toda ordem é um acordo entre pessoas que preferiam outra coisa.
6. História de Vida
- Tragédias: Era vereador em 2039. Assinou a ordem que fechou o depósito municipal para conter saque; morreu gente na porta e ele defende a decisão até hoje.
- Conquistas: Negociou a trégua da água que mantém os três abrigos vivos.
- Perdas: Os dois filhos foram embora para o sul no ano 2 e nunca mandaram notícia.
- Aventuras: Foi sozinho e desarmado à Represa propor a trégua, contando que não atirariam num velho.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Todos o procuram e ninguém o convida.
- Ambiente econômico: Não produz nada e nunca falta nada a ele.
- Ambiente político: É a Torre, na prática, sem nunca ter reivindicado o cargo.
8. Saúde
- Saúde mental: Lúcido, calculista, insone.
- Saúde física: Cardíaco. Uma crise a caminho e ele sabe.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem investiga seus registros (conflito): Jornalista (Fátima)
- Quem ele quer como sucessora (desejo): Advogada (Solange)
- Quem disputa a Torre com ele (conflito): Socialite (Sofia)
- Quem sabe do coração dele (risco): Médico (Iracema)
10. Motivações
- Objetivo: Institucionalizar o arranjo dos três abrigos antes que o corpo o deixe na mão.
- Desejo: Que um dos filhos apareça e veja o que ele construiu.
- Ambição: Ser lembrado como quem impediu a guerra da água.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Terror de que, sem ele no meio, os três abrigos se matem em um mês.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Em tempos de caos, até mesmo as palavras se tornam armas. O Político é o mestre da linguagem, o estrategista do discurso, o arquiteto da manipulação social. Antes do colapso, ele ocupava uma posição de poder — talvez como vereador de uma cidade grande, talvez como assessor de uma figura ainda mais poderosa. Sua imagem pública era impecável, com discursos emocionantes, promessas sempre renovadas e sorrisos calibrados para cada ocasião. Mas quando a catástrofe biológica se espalhou pelo mundo e as estruturas desmoronaram, sua verdadeira natureza — ou talvez sua verdadeira habilidade — emergiu: sobreviver através da influência.
Dentro do abrigo, o Político não perdeu tempo. Mesmo sem púlpito ou microfone, ele continua a usar seu talento para guiar decisões, formar alianças e desfazer reputações. Em um lugar onde cada voto pode significar a vida ou a morte de alguém, sua voz pesa mais que a maioria. Ele raramente levanta suspeitas de imediato. Pelo contrário, costuma ser o rosto da razão, o moderador das discussões, o apaziguador das tensões — mas também o manipulador sutil, o que planta dúvidas, o que conduz o grupo na direção que deseja.
Sua conduta é um mistério para muitos. Se for de conduta da ordem, ele usará seu carisma para proteger os inocentes, conduzir investigações e guiar os indecisos até a verdade. Mas se for de conduta do caos, ele se torna o mais perigoso entre os infiltrados, capaz de manter a máscara de virtude até o último segundo, enquanto orienta o grupo para sua própria ruína. E se for de conduta desconhecida, sua ambiguidade será tanto sua armadura quanto sua arma.
O Político raramente age sozinho — ele opera por influência. Prefere observar as votações, ouvir argumentos, fazer perguntas certeiras e colocar os outros para falarem por ele. Seu maior poder está em moldar o ambiente social do abrigo. Ele convence os indecisos, isola os desconfiados, estimula a indignação coletiva contra o alvo errado — e, se for necessário, lidera o grupo inteiro rumo ao desastre com um discurso inspirador.
Sua presença é sempre sentida, mesmo quando ele não fala. Porque o Político não precisa dizer muito — apenas o suficiente para mover a balança de um destino coletivo. E num jogo como Conduta, às vezes, isso é tudo o que importa.