Conduta - Cientista
Excerpt
Cientista
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Tami |
| Função | Cientista |
| Idade | 41 |
| Data de nascimento | 11/nov |
| Signo | Escorpião |
| Altura | 1,61 m |
| Aparência | Amarela de pele clara, cabelos pretos lisos e longos presos em coque, corpo esguio, queimadura de reagente na mão esquerda |
| Orientação sexual | Assexual |
| Gênero | Feminino |
| Origem étnica | Amarela (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Introvertida, abstrata, analítica e metódica; fala pouco e detesta repetir.
- Caráter: Cumpre protocolo mesmo quando ninguém está vendo, principalmente quando ninguém está vendo.
- Virtude: Disciplinada com risco; é a única que calcula antes de todo mundo agir.
- Defeito: Fria ao comunicar. Anuncia catástrofe no mesmo tom de quem lê inventário.
- Hobbie: Mede coisas. Mantém uma série diária de temperatura, chuva e turbidez desde o ano 3.
- Interesse: Provar de onde vem a contaminação que reaparece na água a cada estiagem.
- Humor: Praticamente nenhum, e ela sabe disso.
- Vício: Refaz medição já validada até o número parar de incomodar.
- Fobia: Ser responsável por um surto que ela poderia ter previsto.
- Aversão: Decisão tomada no grito. E gente que arredonda número.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Fala em ordem numerada, com pausa entre os itens, e some no meio da conversa.
- Vestimenta: Avental cinza sobre roupa escura, luva sempre, cabelo sempre preso.
- Expressão corporal: Imóvel enquanto escuta; mexe só as mãos quando trabalha.
- Comportamento cotidiano: Testa a água da Represa e o solo da Oficina; entrega laudo que quase ninguém lê.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Tem laudo mostrando que a captação está contaminada e sabe que divulgar fecha a única água da região.
- Lutas emocionais: Está certa quase sempre e não consegue fazer ninguém agir a tempo.
- Adversários: A Represa inteira, que trata laudo dela como opinião.
- Situações difíceis: Explicar risco estatístico para gente com sede.
- Inseguranças: Teme que o rigor dela seja só um jeito de não decidir nada.
- Desafios físicos ou sociais: Não tem mais reagente; improvisa testes que ela mesma considera insuficientes.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma.
- Espiritualidade: Nenhuma, e acha a pergunta mal formulada.
- Crenças políticas: Acha que decisão sobre água não devia ser política.
- Filosofias: Um dado que ninguém usa é igual a um dado que não existe.
6. História de Vida
- Tragédias: Alertou sobre o poço do assentamento velho no ano 4. Foi ignorada. Morreram dezenove pessoas, sete crianças, e ela guarda a lista.
- Conquistas: A série de medições dela é o único histórico ambiental de sete anos que existe na região.
- Perdas: A equipe inteira do laboratório onde trabalhava e a fé de que evidência convence.
- Aventuras: Desceu na captação com corda para coletar amostra no ponto que a Represa proíbe.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Isolada por escolha e por fama de arrogante.
- Ambiente econômico: A Oficina a sustenta; ela não negocia nada.
- Ambiente político: Perigosa para os três abrigos, porque o que ela mede não negocia.
8. Saúde
- Saúde mental: Culpa pelos dezenove. Guarda a lista dobrada no bolso do avental.
- Saúde física: Saudável e exausta; dorme quatro horas por noite há anos.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem ignora os laudos (conflito): Militar (Cleide)
- Quem ela quer que leia os dados (desejo): Jornalista (Fátima)
- Quem apressa resultado (conflito): Político (Manuel)
- Quem confere as contas com ela (risco): Hacker (Felipe)
10. Motivações
- Objetivo: Provar a origem da contaminação com dado que ninguém consiga contestar.
- Desejo: Que alguém aja na primeira vez que ela avisar.
- Ambição: Deixar a série de medições completa e legível para quem vier depois.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Carrega uma lista de dezenove nomes que existiria vazia se a tivessem escutado.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Mei Lin chegou à empresa com um currículo tão impecável quanto seu silêncio. Doutora em neurociência computacional, poliglota, colaboradora em projetos de IA governamentais — e ainda assim, preferia se apresentar apenas como “cientista”. Discreta, metódica e assombrosamente eficiente, havia nela uma calma que perturbava.
Diferente dos demais, Mei Lin raramente se envolvia nos jogos sociais dos corredores. Não sorria para agradar. Não participava dos happy hours. Sua presença era marcada apenas por um ruído sutil de teclas e o som ritmado do marcador no vidro da lousa. Diziam que ela dormia apenas três horas por noite, e mesmo isso parecia um exagero.
Na prática, seu papel ia muito além de fórmulas e simulações. A empresa — ou ao menos os andares superiores — a mantinha próxima de projetos delicados: sistemas de reconhecimento comportamental, protocolos de análise de microexpressões, engenharia moral algorítmica. Era como se sua mente estivesse sempre um passo à frente da ética, mas nunca com os dois pés fora dela.
Durante as fases de votação no universo de Conduta, Mei Lin nunca implorava, nunca acusava. Ela apresentava dados. Sua fala era precisa, sem adjetivos desnecessários: “A expressão de surpresa dele ao ser confrontado foi atrasada em 1,3 segundo. Isso sugere premeditação.” A maioria nem sabia como contestar.
A verdade é que Mei Lin observava tudo. Seu campo de estudo era o comportamento humano em ambientes de pressão, e Conduta era o laboratório ideal. Cada decisão, cada hesitação, cada voto emitido em silêncio era um dado para seu experimento invisível. E, como toda boa cientista, ela jamais desperdiçava uma variável.
O que poucos sabiam — ou ousavam sugerir — era que Mei Lin talvez estivesse testando mais do que hipóteses. Talvez estivesse testando as pessoas. Seus limites. Sua moral. A própria estrutura da empresa. Seria ela uma vigilanteUma traidora infiltradaOu apenas uma funcionária comprometida com a verdade, mesmo que essa verdade seja cruel, impessoal e sem empatia
Não se sabe ao certo. Porque Mei Lin não se explica. E talvez esse seja o maior experimento de todos.
A Cientista tem conduta desconhecida. Sua habilidade pode revelar padrões ocultos nos comportamentos dos jogadores, permitindo análises que escapam à percepção comum. Contudo, interpretar seus achados exige cuidado: um dado mal interpretado pode condenar um inocente.
Ela não sente medo, nem pressa. Porque para Mei Lin, a verdade é apenas uma equação esperando ser resolvida.