Conduta - Hacker
Excerpt
Hacker
Proposta, não canônico
Casting gerado para avaliação, não veio do board Histórias - Conduta. Estrutura em Template - Ficha de Personagem. Ver status em Elenco.
Ficha
1. Identidade
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Felipe |
| Função | Hacker |
| Idade | 22 |
| Data de nascimento | 02/fev |
| Signo | Aquário |
| Altura | 1,70 m |
| Aparência | Amarelo de pele clara, cabelos pretos lisos e médios, corpo esguio, olheiras permanentes |
| Orientação sexual | Assexual |
| Gênero | Masculino |
| Origem étnica | Amarela (brasileira) |
2. Personalidade e Emoções
- Personalidade: Introvertido, abstrato, analítico e flexível; observa muito antes de dizer qualquer coisa.
- Caráter: Leal a quem prova competência, indiferente ao resto.
- Virtude: Paciente com máquina; passa dias num problema sem se irritar uma vez.
- Defeito: Frio com gente. Trata sentimento alheio como ruído de sinal.
- Hobbie: Remonta rádios queimados só para ouvir o que passa em frequências que ninguém escuta.
- Interesse: Descobrir o que ainda transmite fora da região e por quê.
- Humor: Literal. Não entende piada e responde tudo a sério.
- Vício: Fica acordado até o corpo desligar sozinho.
- Fobia: Ficar sem energia elétrica por mais de um dia.
- Aversão: Conversa fiada, reunião e gente que mexe nas ferramentas dele.
3. Comportamento e Estilo de Vida
- Estilo de fala (linguagem): Responde em uma frase, quase sempre técnica, sem olhar para quem perguntou.
- Vestimenta: Sempre a mesma jaqueta verde sobre camiseta; bolsos cheios de peça pequena.
- Expressão corporal: Ombros curvados, mãos inquietas, pouco contato visual.
- Comportamento cotidiano: Mantém o rádio da Torre no ar a partir da Oficina; é quem faz a antena funcionar.
4. Conflitos
- Dilemas morais: Consegue ouvir o que a Torre transmite em código e não sabe a quem contar.
- Lutas emocionais: Percebe que as pessoas gostam dele e não sabe o que fazer com isso.
- Adversários: Manuel, que quer a antena sob controle da Torre.
- Situações difíceis: Ser obrigado a explicar em voz alta, para muita gente, algo que ele já resolveu.
- Inseguranças: Acha que só tem valor enquanto for o único que entende a máquina.
- Desafios físicos ou sociais: Tinha quinze anos quando tudo caiu; nunca aprendeu a viver entre adultos.
5. Crenças e Valores
- Religião: Nenhuma.
- Espiritualidade: Acredita que sinal é a única coisa que continua depois que a pessoa some.
- Crenças políticas: Acha que informação não devia ter dono.
- Filosofias: Todo sistema fechado tem uma porta que alguém esqueceu aberta.
6. História de Vida
- Tragédias: Passou o Inverno sozinho num apartamento com a mãe morta no quarto ao lado, mantendo um rádio ligado para não enlouquecer.
- Conquistas: Foi ele quem religou a antena que hoje sustenta a rádio dos três abrigos.
- Perdas: A mãe, e a capacidade de estar em lugar cheio.
- Aventuras: Subiu na torre de transmissão em plena tempestade de poeira para trocar um cabo.
7. Ambiente e Contexto
- Ambiente social: Protegido pela Oficina como patrimônio; tratado mais como ferramenta que como gente.
- Ambiente econômico: Recebe o suficiente e não pede mais.
- Ambiente político: Neutro por desinteresse, disputado pelos três abrigos.
8. Saúde
- Saúde mental: Isolamento crônico. Funciona bem sozinho e trava em grupo.
- Saúde física: Sedentário, desnutrido, vista já comprometida.
9. Relacionamentos
Formato: Papel (tipo de vínculo): Função (Nome). Ver a teia já montada em Elenco.
- Quem quer a antena (conflito): Político (Manuel)
- Quem o adotou na prática (desejo): Zelador (Gilmar)
- Quem ele desmascarou sem querer (conflito): Influenciadora (Yasmin)
- Quem protege o segredo dele (risco): Bióloga (Carla)
10. Motivações
- Objetivo: Manter a antena no ar sem que ela vire propriedade de um abrigo só.
- Desejo: Encontrar outra transmissão viva e saber que sobrou mundo lá fora.
- Ambição: Mapear todas as frequências ativas do país.
- Razão que impulsiona ações e escolhas: Enquanto houver sinal, ele não está sozinho como esteve no Inverno.
Leitura
Texto placeholder
Ambientado numa empresa/corporação, não no abrigo pós-nuclear de Narrativa. Nomes e fatos abaixo não são canônicos — ver Elenco. Chamavam-no de Félix, mas ele nunca confirmou esse nome. O crachá dizia “Consultor de Segurança de Dados”, uma descrição vaga o suficiente para não levantar perguntas e larga o bastante para permitir que ele transitasse por diversos setores sem precisar justificar sua presença.
Félix não falava muito. Sempre de fones, olhos semicerrados e dedos inquietos, como se digitasse códigos invisíveis no ar. Vestia-se como um programador que desistiu de se encaixar: jeans gastos, moletons largos, botas velhas de quem nunca confiou no piso. Dizia que os sistemas da empresa eram frágeis, mas ninguém levava isso a sério até os primeiros vazamentos — discretos, quase imperceptíveis. Um dado fora de lugar aqui, um protocolo corrompido ali. Mas tudo parecia ruído técnico… até que deixou de parecer.
Ele entendia de redes, sim — mas redes sociais, redes privadas, redes de mentiras. E por mais que soubesse como invadir uma máquina, sua especialidade real era invadir pessoas. Vasculhava históricos de navegação, padrões de comportamento digital, pausas incomuns para café. Félix não hackeava arquivos. Ele hackeava rotinas. E era eficiente nisso.
Havia quem acreditasse que ele já sabia de toda a estrutura da empresa muito antes de ser contratado. Outros juravam que ele fora plantado por um grupo externo. Ou talvez não estivesse a serviço de ninguém, a não ser de si mesmo — apenas alguém jogando um jogo dentro do jogo, testando os limites da influência e do sigilo. A verdade é que ele parecia sempre um passo à frente, como se soubesse quem estava mentindo antes mesmo do mentiroso perceber.
No ambiente paranoico instaurado após os primeiros conflitos internos, muitos passaram a desconfiar de Félix. Ele parecia saber demais. Mas era também o único capaz de restaurar sistemas corrompidos, ocultar rastros ou gerar informações falsas para proteger aliados. Isso o tornava um trunfo perigoso, mas necessário.
No universo de Conduta, o Hacker é a sombra entre os cabos. Ele pode manipular dados, alterar resultados de investigações, ou interceptar ações de outros jogadores — mas suas escolhas sempre têm um custo. Às vezes, o custo é a confiança. Outras, é a própria verdade. Seu impacto é quase invisível, mas decisivo. Félix é o tipo de peça que pode desestabilizar um time inteiro sem precisar levantar da cadeira. Sua condutaVersátil. Incerta. Intrusiva.
Ele não precisa que acreditem nele. Só precisa de acesso.